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5 dicas para relacionamento com influenciadores em tempos de baixo orçamento

No workshop Estratégia com influenciadores – do planejamento a prática, uma das participantes fez um questionamento bastante interessante. Nele, apontou que uma amiga trabalhava em uma ONG conhecida e que tinha dificuldade em engajar influenciadores. Desapontada, perguntou se essa turma só queria saber de dinheiro.

Vamos aos pontos.

Assim como nos relacionamentos pessoais, podemos considerar que um bom relacionamento começa quando existe uma boa troca, quando há confiança, respeito e harmonia entre as partes envolvidas.

Entenda que aqui não é sobre como você ajuda os influenciadores, mas como estabelece uma troca positiva e relevante para ambos os lados.

Relacionamento não envolve dinheiro. Quando isso acontece, é uma contratação comercial, com uma dinâmica bem diferente e cobranças claras inclusive em contrato. Se você está na ponta do processo, eu sei, é um desafio tremendo alinhar as expectativas da agência, do cliente e segurar a ansiedade, mas jamais exija qualquer retorno ou repercussão imediata sobre este trabalho.

A construção do relacionamento normalmente é feita a longo prazo, com paciência e perenidade.

E pensando no desenvolvimento de uma boa plataforma de relacionamento, reuni alguns itens de apoio. São eles:

Quais são os seus ativos?

Seja honesto: o que sua empresa ou campanha tem a oferecer aos influenciadores?

Se o público tem simpatia pela sua marca ou trabalho, considere um diferencial e saiba claramente o que pode ou não ser abordado. Você pode ter uma informação relevante, exclusiva, algum acesso a um local desejado, etc.

Um exemplo: se a empresa oferece semestralmente visitas em ONGs para entender como funciona o processo de reciclagem de PETs, uma boa opção é convidá-los a estar no próximo grupo.

Em quais territórios sua marca é autoridade no assunto?

Recomendo o artigo gatilho mental: reciprocidade a favor da sua marca, da Karen Oliveira.

Mapeamento de públicos de interesse

O influenciador já conhece a sua marca e/ou tem vontade de falar sobre ela?

Organize uma lista de pessoas interessantes para a marca e acompanhe seus canais periodicamente. Saber quais são os desejos e assuntos de interesses de alguém facilita a aproximação e início da conversa e faz toda a diferença no desenvolvimento do conteúdo e na adaptação do discurso. O mesmo tema pode ser tratado de diversas formas, e quanto mais a abordagem for customizada e direcionada, melhor.

Outro ponto importante é ser honesto e realista. O público mapeado já falou sobre a marca ou tem potencial para estabelecer um relacionamento que não envolve uma troca financeira? Seu conteúdo tem algum apelo emocional ou exclusivo que desperte o interesse desse público?

Este passo vai te ajudar a pensar na produção de conteúdo e no plano de ação.

Resultados esperados

Defina o que será mensurado. Você pode esperar apenas o envolvimento pessoal do influenciador, o alcance da mensagem e/ou o engajamento dos seus fãs. Deixe isso claro no projeto.

Produção de conteúdo relevante

O que torna sua marca única? Quais são seus pontos fortes? Eles estão adequados ao que os influenciadores gostariam de receber? O que você pode oferecer e mais ninguém?

Os dados de um estudo, pesquisa, uma entrevista exclusiva ou visita ao escritório ou fábrica podem ser bons argumentos de troca desde haja de fato algo interessante a ser compartilhado. E para não ficar um ~jabazão~ explícito, você pode mesclar a informação da sua marca com dados relevantes de mercado.

Quer um exemplo? Se sua ONG ajudou a salvar 3 espécies de animais em extinção, que tal produzir um texto sobre o cenário mundial e incluir a importância desta ação? Contextualize, sempre.

E se ainda tem dúvidas sobre como produzir conteúdo com um tom de voz adequado, leia o artigo da Debbie Corrano.

Plano de ação

Com os influenciadores já mapeados e acompanhamento constante, é hora de partir para a ação. O influenciador citou espontaneamente a sua marca? Agradeça e se coloque à disposição caso ele deseje ter outras informações. Ofereça um café, uma visita, um material extra (afinal, é o que você tem para o momento).

Lembre-se dos seus ativos e desenvolva ações a partir deles. E se tiver oportunidade, utilize algum gatilho mental. No artigo como conseguir atenção de um público cada vez mais desatento você pode consultar exemplos sobre como trabalhar com a escassez.

Não adianta disparar o mesmo release que a assessoria mandou para os jornalistas e esperar o milagre acontecer. (In)felizmente têm funcionado cada vez menos.

Conclusão

Algumas empresas escolhem o caminho do relacionamento apenas pelo preço, pensando que é mais barato apenas por não envolver uma contratação comercial de um influenciador. No fundo, é um trabalho bastante árduo e que envolve, sim, investimentos nos bastidores -afinal, um mapeamento não é feito sozinho. Você pode até automatizar alguns processos, mas, no fundo, o capital humano ainda é fundamental.

Se te oferecerem relacionamento com influenciadores com alto impacto, pouco tempo e pagamento em amor pode fugir que é cilada, Bino.

Pensar em relacionamento não apenas como redução de custos, mas como construção de reputação a longo prazo é o caminho mais inteligente.

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O próximo workshop da Media Education sobre Estratégia com Influenciadores – Do planejamento a prática em São Paulo acontecerá em 3 de julho de 2017.

Leia também:

Como planejar o monitoramento da sua marca

Planejamento de influenciadores na prática

Vamos profissionalizar o influenciador digital? Dicas práticas para ter resultados

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Author

Lidi Faria

Lidi Faria, colecionadora de links e livros, é graduada em Relações Públicas e pós-graduada em Jornalismo. Com experiências em empresas e agências, é especialista em coordenação de projetos digitais e equipes multidisciplinares.


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