Como a Opera de São Francisco entendeu que as pessoas mudaram e se adaptaram a tempo

Os tempos estão mudando cada vez mais rápido. Novos modelos de negócios surgem todos os dias, muitas vezes soterrando em poucos anos ou até meses os modelos tradicionais.

Alguns mercados insistem em dizer que isso é culpa dos consumidores que não os apoiam. Que é injusto. Que não dá para competir. Já ouvimos isso dos taxistas, das companhias de telefonia, dos hotéis, das gravadoras e de outros setores.

O mundo vai continuar mudando, a tecnologia vai avançar ainda mais (e cada vez mais rápido), as pessoas vão mudar sua forma de pensar, de se portar, de consumir e de exigir. Não existe forma de parar isso. É a evolução natural do ser humano e do mundo em que vivemos.

Opera de São Francisco entendeu esta mudança e que tinha que mudar a forma de entregar seu produto, para abraçar também a nova geração que não frequentava seu espaço. Para isso, eles convidaram 2 estudantes de um curso de Stanford (d.school) para redesenhar a experiência para este novo público, utilizando técnicas de design thinking.

A primeira coisa que eles fizeram, foi conversar com este público no local certo. E eles entenderam que, definitivamente, o público mais jovem poderia sim consumir Opera, porém com mudanças no formato, como por exemplo: eles não gostam de ir vestidos de maneira formal a um concerto e gostariam de poder beber no local.

Com base em rápidos testes e algumas mudanças, o novo projeto começou a ser desenhado com um custo muito baixo. O melhor de tudo é que eles faziam testes, ajustavam, faziam novos testes e desta forma o novo formato ia sendo moldado e saindo bem rápido.

O projeto final se chama Barely Opera e acontece de uma forma bem menos formal, na verdade diria bem informal. Assim, apresentando a Opera para um público mais novo, que fica bem mais a vontade. E o resultado disso foi que no dia da abertura, eles esperavam 100 pessoas, mas tiveram uma fila de 400 novos clientes querendo assistir à primeira apresentação.

No vídeo abaixo você pode perceber como é uma experiência bem mais próxima de outras situações cotidianas desta faixa etária.

A equipe toda trabalha com roupas comuns, inclusive os cantores. Existe projeção atrás dos músicos, o público pode beber, tirar foto e além disso, o valor é acessível para o público.

Apenas um ponto importante: a Opera de SF surgiu em 1850, ou seja, mais de 160 anos atrás. Imagina o que é ter que se adaptar em 2016 para um novo público. Eles entenderam que as pessoas estão mudando e que eles não poderiam ficar refém apenas de quem já frequenta seus concertos. Não é uma bela lição, tanto de design thinking, quanto de comportamento?

Deu até vontade de ir à Opera, né?

Fonte: Harvard Business Review

NEWSLETTER:

Cadastre-se em nossa newsletter e receba nosso email mensal com curadoria exclusiva de conteúdo, descontos para eventos e cursos, convites exclusivos para encontros e muito mais!

Author

Alexandre Formagio

Director of Products da Media Education, viajante (praticamente) profissional, sonhador, techno lover e criativo nas horas mais inusitadas da vida. Responsável por pensar em novos cursos, professores e formatos para os projetos da Media Education.


Linkedin Facebook Twitter Instagram
Comentários: