sm2017

Como ser um “Social Media” 101

Ser um “social media” não é fácil, mas é democraticamente um mercado aberto para todos, não é para qualquer um é para, acima de tudo, quem quer e gosta de estudar e acompanhar sempre as novidades, além de entender a responsabilidade que tem quando se expõe a si mesmo e a marca de outros. Quer trabalhar com redes sociais? A resposta é fácil, mas compreender o peso disto ainda é uma questão a ser analisada por muitos.

Quer ser freelancer mas não sabe o quanto cobrar? Não sabe como começar ou se esta em um caminho certo? Fiz este post pode te ajudar a entender melhor sobre esse universo gigante com dicas e sugestões para começar ou melhorar o seu trabalho de freelas.

Lá nos primórdios

A primeira rede social acontece 550 A.C. e foi chamado de “Serviço Postal”… Brincadeira a parte, em 1997 nascia o SixDregrees.com, uma rede social pouco conhecida no Brasil que permitia o usuário criar um perfil público e adicionar amigos.

Poucos lembram, mas a primeira rede social de ‘sucesso’, ainda em 1997, na verdade foi 100% brasileira chamada de AMIGOS VIRTUAIS do UOL. (Veja a matéria de comemoração de 2000 mil cadastros em um dia – de 30 de Novembro de 1997.)

 

Era o primeiro link do menu no Portal do UOL

O primeiro link do menu no Portal do UOL

 

Até então, por ser algo similar a vídeo games ou tecnologia de entretenimento para jovens ou profissionais específicos da área (ao menos aqui no Brasil, era para poucos), as redes demorariam para ‘deslanchar’ e, acontecendo ao mesmo tempo da revolução digital em que as pessoas começavam a entender a importância de obter um endereço na web, até como fazer um website, um mercado inteiro começou a se desenvolver e gerar bons negócios para um universo dentro de uma telinha de computador que logo se tornaria necessário na existência de todos nós.

 

 

Vamos avançar nada menos do que sete anos de existência das redes sociais, a internet já tem força, mas o ato de fazer amizades online ainda é uma questão desenvolvida por poucos, até por cuidados com segurança e outras questões que apareceriam após a popularidade de fazer uma “amizade relâmpago” em algum bate-papo dos portais – questionando o quanto as pessoas poderiam ser elas mesmas, verdadeiras ou originais.

2003 Nasce o Linkedin, que só viria a fazer sucesso anos depois, e o famoso MySpace, que mostrou para o mundo afora o que era uma rede social. Até então o gosto pelo social digital tinha aparecido antes com uma rede social chamada de Friendster, popularizando nos Estados Unidos. MySpace era diferente por permitir funcionalidades maiores e conectar pela primeira vez com uma “página empresarial” mas que existiam apenas para músicos e bandas. Para entender a importancia da rede no mercado musical para aquela época, bandas e musicos como Calvin Harris, Lilly Allen, Panic! At The Disco, Owl City, Kate Nash e Arctic Monkeys devem suas carreiras aos fãs que adicionavam nas suas páginas de MySpace.

Vale lembrar que você já começava seu perfil com um amigo o famoso Tom. #EstejaBemAmigoDoMundo.

 

Olha o TOM ai! O amigo da galera!

Olha o TOM ai! O amigo da galera!

 

A rede social fez muitos usuários no Brasil, lançando bandas e músicos como Mallu Magalhães que foi um case de sucesso com destaque até hoje na indústria da musica. Alias, até hoje a moça está por lá.

Arrisco dizer que o Brasil só não conseguiu popularizar mais o MySpace pelo fator língua e sem filtro algum, você poderia encontrar e falar com muita gente diferente. Então era mais difícil criar conexões de amizades ou em comum. – Sim, estamos falando de uma época sem algoritmos que filtram o que você gosta. #MadMaxStile.

Mas, ao mesmo tempo, o efeito Orkut derruba o pensamento de que a linguagem era uma barreira e, por ser uma navegação simplificada e entregue em modo de fórum, com as famosas Comunidades, a rede social chega em 2004 e começa a se desenvolver na mesma época em que lan houses aparecem em várias partes do país e a internet já vira algo muito mais sério e não somente algo a mais para os negócios. Torna-se O lugar para se criar um negócio novo.

Alguém ai lembra de sites como Fulano.com.br e Humortadela? PáginadoRafinha.com.br foi a primeira página brasileira a soltar vídeos online, antes mesmo da existência do Youtube. Ou websites/rede social como Habbo também fizeram um buzz nacional com sua base altamente qualificada com a nova geração de internet.

Com o Orkut um Mercado Digital Brasileiro começou a nascer e, começando em 2004, já tivemos LastFM, Second Life, Flickr, Facebook (ainda embrionário para os amigos de Mark em Harvard), Twitter, Tumblr e tantos outros que não foram tão populares, terminando seu pico de novas redes em 2010 com o nascimento do Instagram e Pinterest, com “soluços” populares de novas redes já pós-2011 com o Snapchat e Vine.

Citando somente por cima sobre o histórico das redes sociais, isto sem citar ainda os blogs e softwares de mensagens instantâneas, você começa a compreender o quanto faz parte do nosso dia a dia, e o quanto mudou o formato de trabalho, de comunicação entre todos e da distribuição de conteúdo e informação.

Chegamos em 2017

Mercado relativamente estável, agências focadas em conteúdo, estratégias, planejamentos e tantas possibilidades com apps e novas tecnologias… Hoje – data deste post – contamos com 14 milhões de desempregados (fonte), e quem tem um conhecimento um pouco melhor de tecnologia e acesso a internet deve utilizar as redes como meio de fazer uma grana extra, mais ainda, podem tentar transformar em uma carreira, afinal, a importância das redes sociais tornou-se indiscutível, mas as dúvidas sobre o por que ou o como investir e como verificar esse retorno ainda tem um caminho longo para seguir.

Por causa disto, não raro me perguntam dicas e modelos para fazer trabalhos freelancer, como cobrar, como atender, como conseguir mostrar o meu trabalho para meu cliente, como aprender a lidar com esse mercado em uma vida atual cheias de desafios. Em recente conversa com um grupo de consultores e freelancers, juntei para você dicas que podem te ajudar a desenvolver melhor seu trabalho.

Vamos nessa?

Social Media Likes

 

Passo 1 – Entenda e respeite o mercado

Começo o post com um histórico das redes sociais, não é atoa, precisamos conhecer, aprender e entender a dificuldade e o tempo que foi para chegar até o aqui, no hoje. E não raro sabemos que de nada adianta fazer um trabalho, se não o respeitarmos, se não entendermos as dificuldades e a necessidade de estudar constantemente para entregar o melhor trabalho. Estude, aprenda e reaprenda o mercado.

Passo 2 – Quem você quer ser?

Não ofereça um universo, se você só tem conhecimento de uma parte do trabalho com as redes. Hoje, o nível de complexidade é maior do que se criar uma página simples de Facebook. Conteúdo, Planejamento, Estratégia, Criação, Estudo constante, Entender a Marca, Análise de Dados e Números, Investimentos em Anúncios Online, são alguns dos trabalhos principais para obter um resultado nas redes sociais de modo assertivo. Uma pessoa pode entender um pouco de todos, mas nunca poderá se aprofundar em tudo. Algumas áreas podem ser unificadas, mas não todas. Entenda, neste espectro, quem você é, o que você sabe e como você pode se desenvolver.

Exemplo:

Para freelancer você pode ser Planejamento e Conteúdista, com noções de Estratégia e um pouco de Criatividade. Com tudo isto sua obrigação será:

  • Acompanhar a concorrência
  • Fazer cursos para criar bons conteúdos para seu cliente
  • Criar e produzir agenda de publicação
  • Respeitar a linguagem da marca e o modelo de respostas
  • Buscar constantes referencias com análise e compreensão de impacto
  • Entender que você esta se portando como embaixador da marca
  • Respeitar, aceitar e aplicar as crenças e objetivos da empresa do seu cliente

Esse é um pouco do que uma pessoa precisa fazer para conseguir atingir um trabalho interessante nas redes… Mesmo assim veja que não foquei em você precisar entregar relatórios, adicione mais esse elemento e veja quanto tempo você precisa se dedicar para fazer cada trabalho.

Passo 3 – Como eu começo?

  1. Comece respondendo essas perguntas:
  2. Quem é sua concorrência?
  3. Como você se apresenta?
  4. Está se preparando para esta mudança?
  5. Qual seu diferencial e sua hora de trabalho?
  6. Você tem organizado suas finanças pessoais?

Ficou um pouco difícil? Sem problemas, vou dar umas dicas abaixo:

1. Conheça seu mercado e estude, pesquise seu meioambiente, não tire referencias de valores ou entregas de trabalho de fontes que não fazem sentido para você, por exemplo, usar números de vendas de São Paulo se o seu trabalho é em Salvador ou Curitiba.

2. Você tem suas redes pessoais organizadas? Cuidado com o que publica para não alienar seus clientes ou para onde os envia, minha melhor dica é manter seu LinkedIn ativo e atualizado. Tem um Facebook? Sugiro uma página para você como profissional ou um grupo fechado. Um perfil pessoal, com seu cliente como amigo, pode gerar interpretações erradas de quem você é profissionalmente.

3. O quanto você pensou na questão do “ser freelancer“? Entende o impacto disto na sua vida? Consegue criar e administrar horários para tal? Entende e estudou a necessidade de criar um network? Sabe que precisará separar um dinheiro para você se dar um salário, outro para pagar as contas e outro para investir em você mesmo? Entende que talvez precise investir em ferramentas para fazer seu trabalho? Ou entende que precisará separar um tempo para entender as ferramentas que seu cliente utiliza? Pense sobre tudo, crie tópicos e entenda o nível, tamanho e quantidade do trabalho, só assim você consegue atingir sua entrega.

4. O que você entrega de diferente das outras pessoas? Cobrar um valor menor do que seu concorrente não é um diferencial, é uma negociação quee as vezes não é inteligente. Cursos diferentes ou entregas a mais dentro do seu valor real, seu modo de atender, sua ética e seu tempo de dedicação de estudos de novos tópicos ou ferramentas. Seja o modo de apresentar seu trabalho ou o modo que entrega um trabalho encerrado, veja quais são seus pontos fortes e fracos e utilize os fortes como tópicos de venda de você, profissional.

5. Antes de determinar o valor de cobrança, volte três casas para trás – e veja suas finanças. Quanto você já ganha, se tiver um trabalho, quanto você gasta e quanto precisa arrecadar para chegar no seu objetivo final do mês. Estou falando do básico, pagar suas contas. Energia, Alimentação, Gás, Água, Internet, e posteriormente pensar em % para eventualidades com seu pc ou notebook, % para sua saúde, % cursos, % para diversão. Se não conseguir fazer isto do zero, tem um excel aqui que pode ajudar, clica nesse link e baixe uma tabela que vai te ajudar a ver seu horário de trabalho, após adicionar quanto você gasta por mês e quanto quer receber por mês, conseguirá ter um valor da sua hora de trabalho.

6. Descobriu seus custos, descobriu quanto precisa por mês para atingir seu objetivo, agora você sabe quanto custa sua hora de trabalho geral. Entendendo seu valor, você entende o que precisará ver ou rever no seu planejamento para caber na sua realidade de hoje.

Passo 4 – Cuide de você!

Vivemos em um dos países que mais cobra impostos, e ao mesmo tempo é o que menos ensina finanças pessoais. Brasil é um dos países que conta com profissionais com nível emocional alto porque o salário esta ligado a existência básica e não raro grande parte dos brasileiros não conseguem guardar o indicado 30% dos ganhos. Também não existe planejamento básico para trazer ao mundo uma nova existência para este planeta e na organização de vida procuramos ouvir nossos sentidos e sentimentos esquecendo de utilizar a lógica e colocar o futuro médio no papel.

Veja, estamos falando de trabalho e sobrevivência. De nada adianta você sair de um emprego que não gosta porque quer ter mais tempo livre, se não tem grana ou objetivo real em como fará para para viver bem, com segurança e com maior saúde possível. De nada adianta arrecadar vários trabalhos freelancer se sua vida não tem tempo para descansar a mente, fazer algum tipo de exercício ou cuidar da sua alma, seus pensamentos, seu corpo. Quem faz desta maneira só esta seguindo um caminho o de esgotamento físico e mental e com um futuro incerto para dinheiro, o que pode levar ao desespero se contar que a idade após os 40 vai exigir mais cuidados de saúde básico.

Não deixe alguma “desculpa” ou “sua situação atual” te impedir de atingir o que quer, antes de mais nada somos produto de quem nos criou e do tudo ao nosso redor, com acertos e erros, e por isto precisamos sempre rever nossos próprios conceitos e preconceitos, esse produto que somos é altamente mutável, podemos mudar a nossa realidade se assim quisermos e não importa se você está em uma cidade interior com poucos recursos ou no meio de uma cidade grande. Todos temos dificuldades para conseguir crescer, mas atingir o que precisamos é palpável. Ao menos para atingir a nossa necessidade para uma existência básica e tranquila.

Especialmente para quem trabalha com redes sociais, que tem juito acesso a conteúdo livre, muitos cursos que abrem vagas para quem tem pouca grana, permite que você comece com trabalhos freelancers pequenos, mas de grande impacto para começar a colocar a vida na trilha que quer. Você é a única pessoa responsável por atingir ou não seu potencial, o que lê, como se porta com outros, o que assiste, o que faz com seu tempo livre, com quem tem relacionamentos, com quem vive, suas atitudes são suas responsabilidades, escolha sempre bem e o melhor para você. Ao mesmo tempo, compartilhe, ajude o próximo  – tenha honestidade e ética, sempre.

Passo 5 – Cuidado com os erros

Não somos perfeitos, buscamos o melhor, mas as vezes isto exige mudar modos de tratar as pessoas, de consumir conteúdo e de atitudes para com os trabalhos. Eis alguns erros principais que fazemos no mercado de trabalho de freelancer:

  • Não aprender com cases alheios (os que deram certo e os que deram errado)
  • Não pesquisar o mercado o suficiente e não acompanhar as notícias e novidades
  • Apaixonar-se pelo que cria e suas propostas (e ignorar toda crítica)
  • Achar que irá ganhar dinheiro que precisa instantaneamente
  • Trabalhar até a exaustão e acumular mil e uma tarefas
  • Fazer tudo pela metade, sem metas próprias diárias
  • Achar que atuar como sempre atuou é suficiente
  • Esperar o trabalho ficar perfeito e então lançar ou vender
  • Não se organizar com horários, documentos ou entregas
  • Ficar lendo muito e executando pouco ou vice-versa
  • Não se preparar para receber e manter clientes variados

Passo 6 – Posso viver de freela? Não!

“Espera, como assim? Faço tudo isto e não consigo sobreviver?”

Explico. Freelancer é um tipo de trabalho informal que permite as pessoas aplicarem seus conhecimentos no dia a dia e se desenvolva como profissional naquela área, além de ser um empreendedor inicial. Contudo, raramente você terá o suficiente para atingir seu objetivo de vida, que não pode ser a simples sobrevivência, para isto existem trabalhos de CLT.

Seu trabalho precisa começar com um foco, aprender melhor a área ou investir seu tempo e futuramente dinheiro. De freelancer você precisa evoluir, se tornar um consultor empresário ou um empreendedor de uma pequena agência. Sua situação só poderá melhorar a partir do momento que você utilizar tudo que aprendeu em um processo maior, para atender mais clientes e criar um fluxo de entrega maior. Mas a partir daqui, você já começa a dar o próximo passo que é a da criar uma micro e pequena empresa.

Freelancer é para te ajudar a alcançar o que o seu trabalho hoje não permite, ou juntar uma grana para algo maior. Apesar de entender que pode ser utilizado como um suspiro para momentos de crise, se focar que seu trabalho será apenas para conseguir pagar suas contas, as chances de sentir frustração ou chateação são altas. As chances de não obter nada relevante de retorno são altas, é um caminho, uma luz, uma ajuda para sua vida profissional e pessoal.

Então, cresça profissionalmente, aprenda, evolua e, acima de tudo, seja uma pessoa melhor para você e para os demais. Reforço, não faça trabalhos para correr atrás do perdido, mas para complementar o que tem e para evoluir.

Lembre-se, a beleza das redes sociais esta no quanto ela é democrática, mas, ao mesmo tempo, isto significa ser mais forte emocionalmente, criativamente e profissionalmente. Cada dia mais pessoas estão usando as redes para sua existência e cada dia mais os profissionais da área são as ruas e avenidas que as guia para seus serviços, produtos e trabalhos, então crie sua estrada de modo seguro, saudável e transparente e terá prosperidade do jeito que precisa.

Precisa de mais ajuda?

Tem mais dúvida ou quer bate-papo sobre isto? Deixe um comentário que vou respondendo ou me encontre junto com uma galera bacana lá no grupo do Rethinkers no Facebook, ali também poderá encontrar descontos para cursos e eventos da Media Education. #ficadica

E você pode já conferir e estudar conteúdo em vídeo no canal Social+ Entrevistas, veja todos os vídeos do mercado de digital aqui, e da Media Education aqui, que começou a publicar vídeos exclusivos dos palestrantes de alguns dos eventos.

Até a próxima, seres pensantes!

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Author

Julio Moraes

Julio Moraes é consultor, empresário, palestrante, professor e atua na área de Marketing & Digital há mais de 14 anos, com trabalhos em mais de 20 empresas nacionais e internacionais.


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