Planejamento de influenciadores na prática

Primeiramente, foi ótimo repartir aquelas tensões eminentes do mercado em relação ao que se espera por parte dos influenciadores quando planejamos uma ação, no texto Vamos profissionalizar o influenciador digital? Dicas práticas para ter resultados. Algumas rotinas de quem operacionaliza o trabalho de planejamento e de RP 2.0 podem ser realmente mais difíceis se nossa fonte de trabalho, os formadores de opinião, não se profissionalizarem na mesma velocidade que o mercado requer.

Devo dizer que também foi muito bom receber dos amigos influenciadores os agradecimentos pelas dicas e ver que eles estão dispostos a aprender e mudar práticas de mercado para facilitar a vida de todo mundo que depende profissionalmente dele.

Neste texto, no entanto, o assunto é o profissional que operacionaliza a seleção e a interlocução com influenciadores. Desta vez, eu quero falar com você que trabalha em agências, consultorias, que são profissionais liberais e trabalham na escolha e no agenciamento dos agentes de influência e que muitas vezes saem no escuro atrás de preencher o casting com as opções mais interessantes e adequadas para a estratégia de shared/paid media de uma ativação/campanha.

Desta vez, teremos menos textão e passaremos direto para o “comofas” com um briefing padrão que servirá para ajudar o BI, RP, mídia,planejamento, enfim, o profissional responsável por montar a melhor Pokedex nesse jogo de caçar os melhores monstrinhos para a nossa campanha.

Em que momento usar o Briefing Para Planejamento de Influenciadores?

É importante considerar que algumas informações precisam já ter sido mapeadas no momento em que a caça pelo Pokemon com o CP mais alto. Sem briefing, plano de mídia e planejamento criativo e estratégico, o trabalho pode ter que passar por refações intermináveis e a ideia é tornar a busca certeira.

Que documentos ter em mãos?

1. O briefing

– para ajudar com os dados referentes à campanha, data de início e fim, período em que a campanha como um todo acontece.

2. O plano de mídia

– documento que vai ajudar a definir o valor disponível para investimento na ação, quantas pessoas poderão ser contratadas, se for o caso, assim como as métricas que complementarão as metas de alcance, engajamento, compartilhamento.

3. O planejamento criativo e estratégico

– que ajudarão a definir precisamente o papel dos influenciadores na campanha, os KPIs e como eles ajudam a complementar os objetivos da comunicação, assim como qual o perfil das pessoas que serão ativadas e com qual propósito.

Ainda faltam dados. O que fazer?

1. Entrevistar a equipe

– são os GPS, os mídias e o atendimento que poderão direcionar as possibilidades reais de investimento em uma ação de influenciadores. Embora a demanda de uma pesquisa deste tipo geralmente venha desses perfis, é bom mante-los a par do seu processo de pesquisa porque eles saberão sobre qualquer mudança no cenário e qualquer necessidade de adequação da sua pesquisa.

2. Conversar com o cliente

– pode parecer utópico, mas se estiver com dúvida sobre influenciadores que melhor representam a marca do cliente, pergunte para a pessoa mais adequada: the one, o cliente! Se for o caso, apresente opções, desenvolva uma lista baseada nos perfis que vão pautar o restante da sua busca e torne suas intenções mais visíveis aos olhos de quem será representado.

3. Investigue influenciadores em potencial

– você não precisa pedir para ser amigo, não precisa “fazer a best”, mas é de bom tom entender as pessoas que você terá como opção de porta-voz de marca e nuances psicográficas (VALS e AIO podem ser aplicados aqui), podem ser interessantes de saber.

4. Converse com o target da campanha

– o planejamento como um todo já deve ter considerado um target para a campanha, a ativação, a marca. Agora, no momento de encontrar pessoas que funcionem como a cara da marca, é mais do que importante encontrar sinergia entre os três pontos desta comunicação: marca, influenciador e target. Por isso, que tal considerar entender o tipo de percepção que o consumidor tem a respeito daquele digital influencer? Melhor garantir que essa tríade tenha uma boa relação para evitar o tiro n’água!

Por fim, chegou a hora de testar o briefing e ir me contando como aprimorar o material. Todo feedback é bem-vindo e a prática vai se tornando melhor colaborativamente! 🙂

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Author

Tuka Rossatti

BI Manager da FLAGCX no Rio de Janeiro e gateira profissional nas horas quase nunca vagas.


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