Você não é tão esperto quanto pensa

Trabalhar com comunicação e publicidade, é sempre estar planejando e criando para pessoas. Não importa a mídia, o tamanho da empresa, ou o produto: no final estamos sempre falando com seres humanos.

O grande problema disso é sempre trazer nosso julgamento e experiências passadas para os projetos. Calma, TODOS nós fazemos isso. Poucos profissionais conseguem realmente se descolar de sua mente viciada para criar ou planejar livremente sem seus vícios ou achismos. E o maior problema é exatamente trazer seus pré-conceitos para o projeto.

Em 2015 li um dos melhores e mais simples livros sobre estudos sobre comportamento humano e como as pessoas realmente se comportam em sociedade (coletivo). O título dele é o título do próprio post: Você não é tão esperto quanto pensa.

Ele traz 48 tópicos que temos certeza absoluta de como funcionamos e temos controle sobre nossa vida e como somos diferentes dos outros. Como por exemplo, quando estamos convictos de que as nossas opiniões são mesmo as melhores, pois temos uma análise muito mais racional e objetiva do que os outros. Ou também como acreditamos que somos super racionais e sabemos exatamente porque gostamos das coisas que compramos. Na nossa cabeça, tudo faz sentido.

A parte mais bacana, é que o autor traz dezenas de estudos para provar cada tópico, ou seja: nada de achismo por parte dele. E por falta de um, tem vários estudos para cada um dos 48 assuntos.

Ok, mas por que é importante ler isso?

Em primeiro lugar, porque estas ideias vão te ajudar a “baixar a guarda” sobre as certezas absolutas que você tem relacionadas a comportamento social, seja para o trabalho, ou até para sua forma de pensar ao lidar com os outros e formar suas opiniões.

Nós, seres humanos, somos muito mais complexos do que imaginamos. Todos os dias ouvimos julgamentos sobre classes, nichos, gêneros e tudo mais. Quem nunca falou, ou ouviu alguém falar “ah todos os ____ são assim”, “todas as mulheres gostam de ____”, “eu penso diferente da maioria”? No final somos muito mais complicados do que isso para colocar todos numa definição genérica. Mas ao mesmo tempo também somos muito parecidos em coisas que nem temos ideias (ou você acha mesmo que não compra por impulso, assim como todas as outras pessoas?).

Em segundo lugar, porque o livro é um compilado de estudos para se usar em futuros jobs. Você terá acesso à dezenas de datas de pesquisas (e dos seus pesquisadores) – e isso é uma mão na roda.

Na mesma linha, ainda temos o Tudo é óbvio: Desde que você saiba a resposta, que também desmistifica nossa forma arrogante de pensar com muitos argumentos e estudos.

Ambos são leituras importantes para qualquer profissional que trabalhe com pessoas. Precisamos parar de julgar e achar. Temos que buscar ter mais certeza sobre as coisas e entender que nunca conseguiremos criar a estratégia perfeita para falar com todo mundo, até porque “todo mundo” é muito mundo, né?

Boa leitura! 🙂

 

 

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Author

Alexandre Formagio

Director of Products da Media Education, viajante (praticamente) profissional, sonhador, techno lover e criativo nas horas mais inusitadas da vida. Responsável por pensar em novos cursos, professores e formatos para os projetos da Media Education.


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